Se o vento é forte e tu o precisas,
espero que entendas – tens de entender!
Se no outono tu vives de brisas,
por ti, todo o verão hei de arder.

Para até mesmo o menor orvalhar,
como lágrimas da menor marg’rida,
encoste em minha pele e torne ao ar,
como sopro da morte que dá a vida.

- O que há?! Resolverei – sem revolta!
Já não posso viver sem tua volta.
E sei que um dia tu dirás – adeus! Parti!

Cons’mido pelo fogo dos olhares,
hei d’enviar o que resta dos meus ares,
para guardar-me – sempre – junto de ti.

4 comentários para “Soneto: Outono ou Se o vento é forte e tu o precisas”
  1. Tudo bem?(: hahaha

    Para todo o sempre meu futuro escritor de sucesso favorito!

    Soneto perfeito, só pra variar!

    Beijoo!

  2. Sóóó pra fazer um comentário diferente, sabeee? :D

    Mtoo lindo *-*
    (Sempre são! (y))

  3. Olá,

    Parabéns pela bela escrita, e não deixe que o vento do tempo ás torne em grãos, mediante a resposta do silêncio.

    Um amplexo!

  4. Esse soneto foi escrito na madrugada do dia que marcaria para sempre minha vida. No dia em que pude tocar os lábios da donzela inspiradora, daquela pela qual não posso viver sem a volta, daquela que tanto inspirou o fogo dos meus olhares. Mais tarde, naquele mesmo dia, eu seria o homem mais feliz do mundo.

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